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quarta-feira, 11 de maio de 2016
segunda-feira, 9 de maio de 2016
domingo, 24 de abril de 2016
Questões Islamismo para Provão
- Questão
1
(UFJF-MG) O islamismo, religião
fundada por Maomé e de grande importância na unidade árabe, tem como
fundamento:
a) o monoteísmo, influência do
cristianismo e do judaísmo, observado por Maomé entre povos que seguiam essas
religiões.
b) o culto dos santos e profetas
através de imagens e ídolos.
c) o politeísmo, isto é, a crença em
muitos deuses, dos quais o principal é Alá.
d) o princípio da aceitação dos
desígnios de Alá em vida e a negação de uma vida pós-morte.
e) a concepção do islamismo vinculado
exclusivamente aos árabes, não podendo ser professado pelos povos inferiores.
- Questão
2
(Vunesp) O islamismo, ideologia
difundida a partir da Alta Idade Média, em que o poder político confunde-se com
o poder religioso, era dotado de certa heterogeneidade, o que pode ser
constatado na existência de seitas rivais como:
a) politeístas e monoteístas
b) sunitas e xiitas
c) cristãos e muezins
d) sunitas e cristãos
e) xiitas e politeístas
- Questão
3
(FGV-SP) A hégira, um dos eventos mais
importantes do islamismo e que marca o início do calendário islâmico,
corresponde:
a) à entrada triunfal de Maomé em
Meca em 630.
b) ao casamento de Maomé com uma rica
viúva, dona de camelos.
c) à fuga de Maomé e seus seguidores
de Meca para Medina.
d) à revelação de Maomé que lhe foi
transmitida pelo arcanjo Gabriel.
e) ao grande incêndio da Caaba em
Meca em 615.
- Questão
4
(Vunesp) As invasões e dominação de
vastas regiões pelos árabes na Península Ibérica provocaram transformações
importantes para portugueses e espanhóis, que os diferenciaram do restante da
Europa medieval. As influências dos árabes, na região, relacionaram-se a:
a) acordos comerciais entre cristãos
e mouros, a fim de favorecer a utilização das rotas de navegação marítima em
torno dos continentes africano e asiático, para obter produtos e especiarias.
b) conflitos entre cristãos e
muçulmanos, que facilitaram a centralização da monarquia da Espanha e Portugal,
sem necessitar do apoio da burguesia para efetivar as grandes navegações
oceânicas.
c) difusão das ideias que ocasionaram
a criação da Companhia de Jesus, responsável pela catequese nas terras
americanas e africanas conquistadas através das grandes navegações.
d) acordos entre cristãos e
muçulmanos, para facilitar a disseminação das ideias e ciências romanas,
fundamentais, para o crescimento comercial e das artes náuticas.
e) contribuições para a cultura
científica, possibilitando ampliação de conhecimentos, principalmente na
matemática e astronomia, que permitiram criações de técnicas marítimas para o
desenvolvimento das navegações oceânicas.
- Questão
5
(FUVEST) Os movimentos
fundamentalistas, que tudo querem subordinar à lei islâmica (Sharia), são hoje
muito ativos em vários países da África, do Oriente Médio e da Ásia. Eles
tiveram a sua origem histórica:
a) no desenvolvimento do Islamismo,
durante a Antiguidade, na Península Arábica;
b) na expansão da civilização árabe,
durante a Idade Média, tanto a Ocidente quanto a Oriente;
c) na derrocada do Socialismo, depois
do fim da União Soviética, no início dos anos noventa;
d) no estabelecimento do Império
Turco-Otomano, com base em Istambul, durante a Idade Moderna;
e) na ocupação do mundo árabe pelos
europeus, entre a segunda metade do século XIX e a primeira do século XX.
Respostas
- Resposta Questão 1
Letra A. Observando
a biografia de Maomé, podemos ver que suas peregrinações junto às caravanas
permitiram que ele tomasse conhecimento sobre os valores religiosos cristãos e
judeus. Sob esse aspecto, vemos que a ação centralizadora imposta pela adoção
do monoteísmo revela a influência que essas outras religiões tiveram no
estabelecimento do islamismo.
- Resposta Questão 2
Letra B. Xiitas e
sunitas formam as mais importantes dissidências do mundo islâmico. Os xiitas
são muçulmanos que realizam uma interpretação literal do Alcorão e não aceitam
qualquer outra literatura na regulação de seu credo. Por outro lado, os sunitas
admitem a Suna, livro que conta a biografia de Maomé, como um texto auxiliar na
interpretação dos ensinamentos do Alcorão. Além disso, os xiitas acreditam que
o poder político deveria ser controlado pelos descendentes diretos de Maomé,
enquanto os sunitas acreditam que a escolha dos lideres políticos deve ser feita
livremente.
- Resposta Questão 3
Letra C. A hégira
foi um dos mais importantes elementos da crença muçulmana, na medida em que tal
fuga foi essencial para que Maomé organizasse as forças e os seguidores que lhe
garantiriam o controle religioso da cidade de Meca. Mediante esse triunfo,
Maomé conseguiu disseminar o islamismo por toda a Península Arábica.
- Resposta Questão 4
Letra E. De fato, a
cultura árabe foi responsável direta pela construção de um importante legado
científico que beneficiou o pioneirismo ibérico na expansão marítimo-comercial.
- Resposta Questão 5
Letra B. O ideal de
expansão do povo árabe esteve relacionado ao desenvolvimento da chamada “guerra
santa” contra os infiéis. No caso dos fundamentalistas, o ideal da “guerra
santa” foi reinterpretado e adequado para a organização de ações terroristas
que iam contra as nações ocidentais, principalmente os Estados Unidos, visto
com responsável pela degradação de seus costumes e o aviltamento de sua
autonomia política e religiosa.
Interações Culturais - Situação de Aprendizagem 4
Carta de Pero Vaz de
Caminha
A Carta conhecida
como “Carta de Pero Vaz de Caminha” é também conhecida como “Carta a el-
Rei Dom Manoel sobre o achamento do Brasil”, é um documento no qual Pero Vaz
de Caminha, escrivão
de Pedro Alvares Cabral (descobridor do Brasil) registrou suas
primeiras impressões sobre a terra descoberta.
É considerado o
primeiro documento escrito da História do Brasil. Assim, é considero o “marco
zero” ou o pontapé inicial para a construção da história Brasileira após o
descobrimento. O termo “descobrimento” é muito questionado hoje em dia, pois
quando usado nos faz esquecer que estas terras já eram habitadas por índios.
Vaz de Caminha era
escrivão da frota de Pedro Alvares Cabral, e redigiu essa carta para Dom Manoel
I, conhecido também como “O Venturoso” ou “Bem Aventurado”, para comunicar-lhe
o descobrimento das novas terras.
A Carta é datada
em 1° de maio de 1500; a cidade onde estavam era Porto Seguro, e foi levada
para Lisboa por Gaspar de Lemos, um grande navegador desse período.
Tal carta
manteve-se conservada inédita por mais de dois séculos no Arquivo Nacional da
Torre do Tombo. Esse Arquivo está localizado em Lisboa, e existe no Estado
português desde a Idade Média possuindo mais de 600 anos; é uma das
instituições mais antigas de Portugal e uma das únicas ativas até hoje. Foi
descoberta no século XVIII por José de Seabra da Silva, mais precisamente em
1773. Foi noticiada pelo historiador espanhol Juan Bautista Munoz, e publicada
pela primeira vez no Brasil pelo Padre Manuel Aires de Casal, um português, que
além de padre desempenhava a função de geógrafo e historiador, e viveu no
Brasil durante muito anos. Tal publicação ocorreu em sua obra denominada como
“Corografia Brasilica” de 1817.
A carta é o
exemplo típico do deslumbramento dos Europeus para com o novo. No caso o “Novo
Mundo” como eram chamadas as Américas. Caminha documenta algumas
características físicas da terra encontrada e o momento em que enxergaram um
monte, denominado logo depois por Pedro Alvares Cabral como “Monte
Pascoal”. Logo após, ele narra o
desembarque dos Portugueses na praia, o primeiro contato com os índios
e a primeira
missa realizada na terra
descoberta.
Em 2005 este
documento foi inscrito no Programa Memória do Mundo da Organização das Nações
Unidas para a Educação, a Ciência e Cultura (UNESCO).
http://pt.wikipedia.org/wiki/Carta_a_El_Rei_D._Manuel
Exercício 1:
(Enem 2013)
De ponta a ponta,
é tudo praia-palma, muito chã e muito formosa. Pelo sertão nos pareceu, vista
do mar, muito grande, porque, a estender olhos, não podíamos ver senão terra
com arvoredos, que nos parecia muito longa. Nela, até agora, não pudemos saber
que haja ouro, nem prata, nem coisa alguma de metal ou ferro; nem lho vimos. Porém
a terra em si é de muito bons ares [...]. Porém o melhor fruto que dela se
podem tirar me parece que será salvar esta gente.
Carta
de Pero Vaz de Caminha. In: MARQUES, A.; BERUTTI, F.; FARIA, R. História
moderna através de textos. São Paulo: Contexto, 2001.
A carta de Pero Vaz de Caminha permite
entender o projeto colonizador para a nova terra. Nesse trecho, o relato
enfatiza o seguinte objetivo:
A) Valorizar a catequese a ser realizada sobre os
povos nativos.
B)
Descrever a
cultura local para enaltecer a prosperidade portuguesa.
C) Transmitir o
conhecimento dos indígenas sobre o potencial econômico existente.
D) Realçar a pobreza dos habitantes nativos para
demarcar a superioridade europeia.
E) Criticar o modo de vida dos povos autóctones para
evidenciar a ausência de trabalho.
Américo Vespúcio
Américo Vespúcio (em italiano: Amerigo Vespucci; Florença, 9 de março de 1454[2] — Sevilha, 22 de fevereiro de 1512) foi ummercador, navegador, geógrafo, cosmógrafo italiano e explorador
de oceanos ao serviço
do Reino de Portugal e de Espanha que viajou pelo, então, Novo Mundo, escrevendo
sobre estas terras a ocidente da Europa. Como
representante de armadores florentinos, o mercador e navegador Vespúcio
encarregou-se em Sevilha do aprovisionamento de navios para a segunda e a
terceira viagens de Cristóvão Colombo. Supõe-se que tenha participado de incursões pelo
Atlântico desde 1497. Em meados de1499 passou
ao largo da costa norte da América do Sul, acima do
rio Orinoco, como integrante da
expedição espanhola de Alonso de Ojeda, a caminho
das Índias Ocidentais.
Vespúcio foi o primeiro a demonstrar que o Brasil e as Índias
Ocidentais não representam regiões periféricas do leste da Ásia, como
inicialmente pensou Colombo, mas uma massa de terra totalmente separada e até
então desconhecida do Velho Mundo.
Coloquialmente conhecido como o Novo Mundo, este segundo super-continente
passou a ser chamado de "America", derivado deAmericus, a
versão latina feminina do primeiro nome de Vespúcio.
As Viagens
de Américo Vespúcio
Os documentos sobre as
viagens de Vespúcio são controversos, em boa parte. Existem dois conjuntos de
textos conhecidos que são atribuídos ao florentino.
O primeiro conjunto
deriva de uma carta em nome de Vespúcio, enviada de Lisboa, em 1504, escrita em
italiano, possivelmente para o magistrado italiano (gonfalonier) Piero
Soderini. A carta foi impressa em Florença, em 1505. Duas versões, em latim,
dessa carta foram publicadas com os títulos Quattuor
Americi navigationes e Mundus Novus, ou Mundo Epistola Alberici de Novo.
O segundo conjunto é
composto por três cartas pessoais de Vespúcio, dirigidas a Lorenzo de Medici,
encontradas nos séculos 18 e 19.
No primeiro conjunto,
Vespúcio menciona quatro viagens ao Novo Mundo. No segundo, apenas duas.
Os textos deixados por
Vespúcio mostram um homem culto, mas com estilo de marqueteiro, capaz de
usurpar feitos alheios. Entretanto, suas contribuições são grandes e inegáveis,
principalmente na cosmografia da época e nas descrições das terras descobertas.
Exercício
01.
(Ufsc) Américo Vespúcio, em Carta enviada de Lisboa a Lorenzo di Pier Francesco
de Medici, em setembro de 1502, refere-se aos habitantes da América com os
seguintes termos:
Não
têm lei, nem fé nenhuma, e vivem segundo a natureza. Não conhecem a
imortalidade da Alma, não têm entre eles bens próprios, porque tudo é comum;
não tem limites de reinos, e de províncias; não têm rei; não obedecem a
ninguém, cada um é senhor de si; nem favor, nem graça a qual não lhes é
necessária, porque não reina entre eles a cobiça; moram em comum em casas
feitas à moda de cabanas muito grandes, e para gente que não têm ferro, nem
outro metal qualquer, se pode dizer as suas cabanas, ou casas maravilhosas,
porque eu vi casas que são longas duzentos e vinte passos, e larguras 30, e
habilmente fabricadas, e numa destas casas estavam quinhentas ou seiscentas
almas. [...] As suas comidas raízes de ervas e frutas muito boas, inúmeros
peixes, grande abundância de mariscos; e caranguejos, ostras, lagostas, e
camarões, e muitas outras coisas, que produz o mar.
Com
base nos fragmentos mencionados da Carta de Américo Vespúcio, marque a(s)
proposição(ões) CORRETA(S) acerca dos habitantes na América:
01.
dominavam técnicas de construção que lhes permitia erguer grandes cabanas, sem
a utilização de estruturas de metal.
02.
não possuíam bens materiais, nem conheciam limites territoriais.
03.
residiam em choupanas de palha e madeira, nas quais as condições higiênicas
eram precárias.
04.
viviam como animais, impulsionados pela cobiça e preocupados apenas com a
sobrevivência individual.
05.
passavam dificuldades econômicas, pois eram precários os recursos alimentares
oferecidos pela natureza.
06.
dispunham com fartura de vários tipos de alimentos de origem vegetal e animal.
As fantásticas (e verdadeiras) aventuras de Marco Polo
A narrativa de
uma viagem de 24 anos ao longínquo Oriente, que encantou a muitos durante
séculos, teve sua autenticidade confirmada no século XIX.
Os empresários ocidentais que viajam à China de
olho nas prodigiosas riquezas que podem trazer de lá refazem, de certo modo,
uma jornada ocorrida mais de sete séculos atrás. Foi naquela época que os Polo
– os irmãos Matteo e Niccolo e o filho deste último, Marco – cruzaram a Ásia
para serem acolhidos na corte do imperador Kublai Khan. Pioneiros na literatura
de viagem, os relatos de Marco, reunidos no volume O Livro das Maravilhas,
viraram um best-seller em sua época, e têm seduzido leitores de tal forma que
um deles – Cristóvão Colombo – acabou por descobrir a América na ânsia de
chegar à China.
O Livro das Maravilhas foi obra de
cabeceira de Colombo e de vários navegadores interessados em chegar ao Oriente,
mas não cativou apenas exploradores: sua descrição do palácio do imperador
chinês inspirou Samuel Coleridge a escrever o poema Kublai Khan e, no século
Influência duradoura passado, Italo Calvino fez em As Cidades Invisíveis uma
releitura dos relatos das cidades, reais e imaginárias, que Marco Polo descreveu
para Kublai. O estilo da narrativa, conciso e rico em imaginação, é até hoje um
modelo para a literatura de viagem.
O grupo chegou ao palácio de verão de
Kublai Khan, em Shangtu, em maio de 1275, e logo depois foi levado ao palácio
de inverno, em Pequim. Niccolo e Matteo entregaram os presentes enviados pelo
papa, recebidos com enorme satisfação, e só depois disso Kublai notou o rapaz
que os acompanhava. Niccolo apresentou-o como seu filho e vassalo do Khan.
Kublai concedeu aos Polo o status de
nobres de sua corte. Hábil no aprendizado de línguas, o jovem Marco logo se
tornou um dos preferidos do imperador e foi incumbido por ele de várias
missões, na própria China, na Birmânia e na Índia. Ao longo desse período, ele
pôde conhecer bem o país e seu povo.
Exercício
01- Pioneiros na literatura de viagem, os relatos
de Marco Polo em O Livro das Maravilhas viraram um best-seller em sua época.
Foi o livro de cabeceira do genovês Cristóvão Colombo e de vários navegadores
interessados em chegar ao Oriente. Com uma narrativa rica em detalhes e
imaginação, a obra de Marco Polo não cativou apenas exploradores: sua descrição
do palácio do imperador chinês inspirou o poema "Kubla Khan", de
Samuel Coleridge e "As Cidades Invisíveis", de Ítalo Calvino.
O que o livro As Viagens de Marco Polo relata?
A)
O veneziano Marco Polo relata suas viagens à China no século XIII,
descrevendo os locais por onde passou, os povos que conheceu e seus costumes,
até então desconhecidos no Ocidente.
B) O veneziano Marco Polo relata suas
viagens ao Japão no século XIII, descrevendo os locais por onde passou, os
povos que conheceu e seus costumes, até então desconhecidos no Ocidente.
C) O veneziano Marco Polo relata suas
viagens à Índia no século XIII, descrevendo os locais por onde passou, os povos
que conheceu e seus costumes, até então desconhecidos no Ocidente.
D) O veneziano Marco Polo relata suas
viagens ao Oriente Médio no século XIII, descrevendo os locais por onde passou,
os povos que conheceu e seus costumes, até então desconhecidos no Ocidente.
E) Todas as alternativas estão corretas.