SA1 - Revolução Francesa e a Era Napoleônica - Segundas Séries

Situação de Aprendizagem 1 - Segundas Séries - Revolução Francesa e a Era Napoleônica
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domingo, 24 de abril de 2016

Questões Islamismo para Provão

  • Questão 1
(UFJF-MG) O islamismo, religião fundada por Maomé e de grande importância na unidade árabe, tem como fundamento:
a) o monoteísmo, influência do cristianismo e do judaísmo, observado por Maomé entre povos que seguiam essas religiões.
b) o culto dos santos e profetas através de imagens e ídolos.
c) o politeísmo, isto é, a crença em muitos deuses, dos quais o principal é Alá.
d) o princípio da aceitação dos desígnios de Alá em vida e a negação de uma vida pós-morte.
e) a concepção do islamismo vinculado exclusivamente aos árabes, não podendo ser professado pelos povos inferiores.


  • Questão 2
(Vunesp) O islamismo, ideologia difundida a partir da Alta Idade Média, em que o poder político confunde-se com o poder religioso, era dotado de certa heterogeneidade, o que pode ser constatado na existência de seitas rivais como:
a) politeístas e monoteístas
b) sunitas e xiitas
c) cristãos e muezins
d) sunitas e cristãos
e) xiitas e politeístas


  • Questão 3
(FGV-SP) A hégira, um dos eventos mais importantes do islamismo e que marca o início do calendário islâmico, corresponde:
a) à entrada triunfal de Maomé em Meca em 630.
b) ao casamento de Maomé com uma rica viúva, dona de camelos.
c) à fuga de Maomé e seus seguidores de Meca para Medina.
d) à revelação de Maomé que lhe foi transmitida pelo arcanjo Gabriel.
e) ao grande incêndio da Caaba em Meca em 615.


  • Questão 4
(Vunesp) As invasões e dominação de vastas regiões pelos árabes na Península Ibérica provocaram transformações importantes para portugueses e espanhóis, que os diferenciaram do restante da Europa medieval. As influências dos árabes, na região, relacionaram-se a:
a) acordos comerciais entre cristãos e mouros, a fim de favorecer a utilização das rotas de navegação marítima em torno dos continentes africano e asiático, para obter produtos e especiarias.
b) conflitos entre cristãos e muçulmanos, que facilitaram a centralização da monarquia da Espanha e Portugal, sem necessitar do apoio da burguesia para efetivar as grandes navegações oceânicas.
c) difusão das ideias que ocasionaram a criação da Companhia de Jesus, responsável pela catequese nas terras americanas e africanas conquistadas através das grandes navegações.
d) acordos entre cristãos e muçulmanos, para facilitar a disseminação das ideias e ciências romanas, fundamentais, para o crescimento comercial e das artes náuticas.
e) contribuições para a cultura científica, possibilitando ampliação de conhecimentos, principalmente na matemática e astronomia, que permitiram criações de técnicas marítimas para o desenvolvimento das navegações oceânicas.


  • Questão 5
(FUVEST) Os movimentos fundamentalistas, que tudo querem subordinar à lei islâmica (Sharia), são hoje muito ativos em vários países da África, do Oriente Médio e da Ásia. Eles tiveram a sua origem histórica:
a) no desenvolvimento do Islamismo, durante a Antiguidade, na Península Arábica;
b) na expansão da civilização árabe, durante a Idade Média, tanto a Ocidente quanto a Oriente;
c) na derrocada do Socialismo, depois do fim da União Soviética, no início dos anos noventa;
d) no estabelecimento do Império Turco-Otomano, com base em Istambul, durante a Idade Moderna;
e) na ocupação do mundo árabe pelos europeus, entre a segunda metade do século XIX e a primeira do século XX.




Respostas


  • Resposta Questão 1
Letra A. Observando a biografia de Maomé, podemos ver que suas peregrinações junto às caravanas permitiram que ele tomasse conhecimento sobre os valores religiosos cristãos e judeus. Sob esse aspecto, vemos que a ação centralizadora imposta pela adoção do monoteísmo revela a influência que essas outras religiões tiveram no estabelecimento do islamismo.


  • Resposta Questão 2
Letra B. Xiitas e sunitas formam as mais importantes dissidências do mundo islâmico. Os xiitas são muçulmanos que realizam uma interpretação literal do Alcorão e não aceitam qualquer outra literatura na regulação de seu credo. Por outro lado, os sunitas admitem a Suna, livro que conta a biografia de Maomé, como um texto auxiliar na interpretação dos ensinamentos do Alcorão. Além disso, os xiitas acreditam que o poder político deveria ser controlado pelos descendentes diretos de Maomé, enquanto os sunitas acreditam que a escolha dos lideres políticos deve ser feita livremente.


  • Resposta Questão 3
Letra C. A hégira foi um dos mais importantes elementos da crença muçulmana, na medida em que tal fuga foi essencial para que Maomé organizasse as forças e os seguidores que lhe garantiriam o controle religioso da cidade de Meca. Mediante esse triunfo, Maomé conseguiu disseminar o islamismo por toda a Península Arábica.


  • Resposta Questão 4
Letra E. De fato, a cultura árabe foi responsável direta pela construção de um importante legado científico que beneficiou o pioneirismo ibérico na expansão marítimo-comercial.


  • Resposta Questão 5
Letra B. O ideal de expansão do povo árabe esteve relacionado ao desenvolvimento da chamada “guerra santa” contra os infiéis. No caso dos fundamentalistas, o ideal da “guerra santa” foi reinterpretado e adequado para a organização de ações terroristas que iam contra as nações ocidentais, principalmente os Estados Unidos, visto com responsável pela degradação de seus costumes e o aviltamento de sua autonomia política e religiosa.


Interações Culturais - Situação de Aprendizagem 4

Carta de Pero Vaz de Caminha
A Carta conhecida como “Carta de Pero Vaz de Caminha” é também conhecida como “Carta a el- Rei Dom Manoel sobre o achamento do Brasil”, é um documento no qual Pero Vaz de Caminha, escrivão de Pedro Alvares Cabral (descobridor do Brasil) registrou suas primeiras impressões sobre a terra descoberta.
É considerado o primeiro documento escrito da História do Brasil. Assim, é considero o “marco zero” ou o pontapé inicial para a construção da história Brasileira após o descobrimento. O termo “descobrimento” é muito questionado hoje em dia, pois quando usado nos faz esquecer que estas terras já eram habitadas por índios.
Vaz de Caminha era escrivão da frota de Pedro Alvares Cabral, e redigiu essa carta para Dom Manoel I, conhecido também como “O Venturoso” ou “Bem Aventurado”, para comunicar-lhe o descobrimento das novas terras.
A Carta é datada em 1° de maio de 1500; a cidade onde estavam era Porto Seguro, e foi levada para Lisboa por Gaspar de Lemos, um grande navegador desse período.
Tal carta manteve-se conservada inédita por mais de dois séculos no Arquivo Nacional da Torre do Tombo. Esse Arquivo está localizado em Lisboa, e existe no Estado português desde a Idade Média possuindo mais de 600 anos; é uma das instituições mais antigas de Portugal e uma das únicas ativas até hoje. Foi descoberta no século XVIII por José de Seabra da Silva, mais precisamente em 1773. Foi noticiada pelo historiador espanhol Juan Bautista Munoz, e publicada pela primeira vez no Brasil pelo Padre Manuel Aires de Casal, um português, que além de padre desempenhava a função de geógrafo e historiador, e viveu no Brasil durante muito anos. Tal publicação ocorreu em sua obra denominada como “Corografia Brasilica” de 1817.
A carta é o exemplo típico do deslumbramento dos Europeus para com o novo. No caso o “Novo Mundo” como eram chamadas as Américas. Caminha documenta algumas características físicas da terra encontrada e o momento em que enxergaram um monte, denominado logo depois por Pedro Alvares Cabral como “Monte Pascoal”. Logo após, ele narra o desembarque dos Portugueses na praia, o primeiro contato com os índios e a primeira missa realizada na terra descoberta.
Em 2005 este documento foi inscrito no Programa Memória do Mundo da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e Cultura (UNESCO).
http://pt.wikipedia.org/wiki/Carta_a_El_Rei_D._Manuel
Arquivado em: História do Brasil 
Exercício 1: (Enem 2013)
De ponta a ponta, é tudo praia-palma, muito chã e muito formosa. Pelo sertão nos pareceu, vista do mar, muito grande, porque, a estender olhos, não podíamos ver senão terra com arvoredos, que nos parecia muito longa. Nela, até agora, não pudemos saber que haja ouro, nem prata, nem coisa alguma de metal ou ferro; nem lho vimos. Porém a terra em si é de muito bons ares [...]. Porém o melhor fruto que dela se podem tirar me parece que será salvar esta gente.
Carta de Pero Vaz de Caminha. In: MARQUES, A.; BERUTTI, F.; FARIA, R. História moderna através de textos. São Paulo: Contexto, 2001.
carta de Pero Vaz de Caminha permite entender o projeto colonizador para a nova terra. Nesse trecho, o relato enfatiza o seguinte objetivo:
A)   Valorizar a catequese a ser realizada sobre os povos nativos.
B)   Descrever a cultura local para enaltecer a prosperidade portuguesa.
C)   Transmitir o conhecimento dos indígenas sobre o potencial econômico existente.
D)  Realçar a pobreza dos habitantes nativos para demarcar a superioridade europeia.
E)   Criticar o modo de vida dos povos autóctones para evidenciar a ausência de trabalho.





Américo Vespúcio
Américo Vespúcio (em italiano: Amerigo Vespucci; Florença, 9 de março de 1454[2]  Sevilha, 22 de fevereiro de 1512) foi ummercador, navegador, geógrafo, cosmógrafo italiano e explorador de oceanos ao serviço do Reino de Portugal e de Espanha que viajou pelo, então, Novo Mundo, escrevendo sobre estas terras a ocidente da Europa. Como representante de armadores florentinos, o mercador e navegador Vespúcio encarregou-se em Sevilha do aprovisionamento de navios para a segunda e a terceira viagens de Cristóvão Colombo. Supõe-se que tenha participado de incursões pelo Atlântico desde 1497. Em meados de1499 passou ao largo da costa norte da América do Sul, acima do rio Orinoco, como integrante da expedição espanhola de Alonso de Ojeda, a caminho das Índias Ocidentais.
Vespúcio foi o primeiro a demonstrar que o Brasil e as Índias Ocidentais não representam regiões periféricas do leste da Ásia, como inicialmente pensou Colombo, mas uma massa de terra totalmente separada e até então desconhecida do Velho Mundo. Coloquialmente conhecido como o Novo Mundo, este segundo super-continente passou a ser chamado de "America", derivado deAmericus, a versão latina feminina do primeiro nome de Vespúcio.
As Viagens de Américo  Vespúcio
Os documentos sobre as viagens de Vespúcio são controversos, em boa parte. Existem dois conjuntos de textos conhecidos que são atribuídos ao florentino.
O primeiro conjunto deriva de uma carta em nome de Vespúcio, enviada de Lisboa, em 1504, escrita em italiano, possivelmente para o magistrado italiano (gonfalonier) Piero Soderini. A carta foi impressa em Florença, em 1505. Duas versões, em latim, dessa carta foram publicadas com os títulos Quattuor Americi navigationes e Mundus Novus, ou Mundo Epistola Alberici de Novo.
O segundo conjunto é composto por três cartas pessoais de Vespúcio, dirigidas a Lorenzo de Medici, encontradas nos séculos 18 e 19.
No primeiro conjunto, Vespúcio menciona quatro viagens ao Novo Mundo. No segundo, apenas duas.
Os textos deixados por Vespúcio mostram um homem culto, mas com estilo de marqueteiro, capaz de usurpar feitos alheios. Entretanto, suas contribuições são grandes e inegáveis, principalmente na cosmografia da época e nas descrições das terras descobertas.
Exercício
01. (Ufsc) Américo Vespúcio, em Carta enviada de Lisboa a Lorenzo di Pier Francesco de Medici, em setembro de 1502, refere-se aos habitantes da América com os seguintes termos:
Não têm lei, nem fé nenhuma, e vivem segundo a natureza. Não conhecem a imortalidade da Alma, não têm entre eles bens próprios, porque tudo é comum; não tem limites de reinos, e de províncias; não têm rei; não obedecem a ninguém, cada um é senhor  de si; nem favor, nem graça a qual não lhes é necessária, porque não reina entre eles a cobiça; moram em comum em casas feitas à moda de cabanas muito grandes, e para gente que não têm ferro, nem outro metal qualquer, se pode dizer as suas cabanas, ou casas maravilhosas, porque eu vi casas que são longas duzentos e vinte passos, e larguras 30, e habilmente fabricadas, e numa destas casas estavam quinhentas ou seiscentas almas. [...] As suas comidas raízes de ervas e frutas muito boas, inúmeros peixes, grande abundância de mariscos; e caranguejos, ostras, lagostas, e camarões, e muitas outras coisas, que produz o mar.

Com base nos fragmentos mencionados da Carta de Américo Vespúcio, marque a(s) proposição(ões) CORRETA(S) acerca dos habitantes na América:

01. dominavam técnicas de construção que lhes permitia erguer grandes cabanas, sem a utilização de estruturas de metal.
02. não possuíam bens materiais, nem conheciam limites territoriais.
03. residiam em choupanas de palha e madeira, nas quais as condições higiênicas eram precárias.
04. viviam como animais, impulsionados pela cobiça e preocupados apenas com a sobrevivência individual.
05. passavam dificuldades econômicas, pois eram precários os recursos alimentares oferecidos pela natureza.
06. dispunham com fartura de vários tipos de alimentos de origem vegetal e animal.

As fantásticas (e verdadeiras) aventuras de Marco Polo

A narrativa de uma viagem de 24 anos ao longínquo Oriente, que encantou a muitos durante séculos, teve sua autenticidade confirmada no século XIX.

Os empresários ocidentais que viajam à China de olho nas prodigiosas riquezas que podem trazer de lá refazem, de certo modo, uma jornada ocorrida mais de sete séculos atrás. Foi naquela época que os Polo – os irmãos Matteo e Niccolo e o filho deste último, Marco – cruzaram a Ásia para serem acolhidos na corte do imperador Kublai Khan. Pioneiros na literatura de viagem, os relatos de Marco, reunidos no volume O Livro das Maravilhas, viraram um best-seller em sua época, e têm seduzido leitores de tal forma que um deles – Cristóvão Colombo – acabou por descobrir a América na ânsia de chegar à China.
O Livro das Maravilhas foi obra de cabeceira de Colombo e de vários navegadores interessados em chegar ao Oriente, mas não cativou apenas exploradores: sua descrição do palácio do imperador chinês inspirou Samuel Coleridge a escrever o poema Kublai Khan e, no século Influência duradoura passado, Italo Calvino fez em As Cidades Invisíveis uma releitura dos relatos das cidades, reais e imaginárias, que Marco Polo descreveu para Kublai. O estilo da narrativa, conciso e rico em imaginação, é até hoje um modelo para a literatura de viagem.
O grupo chegou ao palácio de verão de Kublai Khan, em Shangtu, em maio de 1275, e logo depois foi levado ao palácio de inverno, em Pequim. Niccolo e Matteo entregaram os presentes enviados pelo papa, recebidos com enorme satisfação, e só depois disso Kublai notou o rapaz que os acompanhava. Niccolo apresentou-o como seu filho e vassalo do Khan.
Kublai concedeu aos Polo o status de nobres de sua corte. Hábil no aprendizado de línguas, o jovem Marco logo se tornou um dos preferidos do imperador e foi incumbido por ele de várias missões, na própria China, na Birmânia e na Índia. Ao longo desse período, ele pôde conhecer bem o país e seu povo.
Exercício
01- Pioneiros na literatura de viagem, os relatos de Marco Polo em O Livro das Maravilhas viraram um best-seller em sua época. Foi o livro de cabeceira do genovês Cristóvão Colombo e de vários navegadores interessados em chegar ao Oriente. Com uma narrativa rica em detalhes e imaginação, a obra de Marco Polo não cativou apenas exploradores: sua descrição do palácio do imperador chinês inspirou o poema "Kubla Khan", de Samuel Coleridge e "As Cidades Invisíveis", de Ítalo Calvino.

O que o livro As Viagens de Marco Polo relata?

A)   O veneziano Marco Polo relata suas viagens à China no século XIII, descrevendo os locais por onde passou, os povos que conheceu e seus costumes, até então desconhecidos no Ocidente.
B)   O veneziano Marco Polo relata suas viagens ao Japão no século XIII, descrevendo os locais por onde passou, os povos que conheceu e seus costumes, até então desconhecidos no Ocidente.
C)   O veneziano Marco Polo relata suas viagens à Índia no século XIII, descrevendo os locais por onde passou, os povos que conheceu e seus costumes, até então desconhecidos no Ocidente.
D)   O veneziano Marco Polo relata suas viagens ao Oriente Médio no século XIII, descrevendo os locais por onde passou, os povos que conheceu e seus costumes, até então desconhecidos no Ocidente.
E)   Todas as alternativas estão corretas.