segunda-feira, 25 de maio de 2015

Crise de 1929 - Exercícios


Questões sobre a Crise de 1929
Questões para testar os conhecimento sobre a Crise de 1929, testes de multipla escolha, exercícios


Questões sobre a Crise de 1929 (respostas no final da página)

1. Qual das alternativas abaixo apresenta uma das principais causas da Crise de 1929?

A - O crescimento econômico da China e do Japão prejudicaram as exportações dos Estados Unidos.
B - A crise no mercado imobiliário dos Estados Unidos, no final da década de 1920, afetou o valor das ações e derrubou as bolsas de valores no mundo todo.
C - No final da década de 1920, reconstruídas, as nações europeias reduziram drasticamente as importações de produtos industrializados e agrícolas dos Estados Unidos da América. 
D - No final da década de 1920 ocorreu uma forte diminuição na quantidade de mão-de-obra disponível nos Estados Unidos e na Europa. Com poucos trabalhadores as indústrias entraram em forte crise.

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2. Qual das alternativas abaixo não está relacionada com as consequências da Crise Econômica de 1929?

A - Aumento de falências de empresas nos Estados Unidos.
B - Crescimento do desemprego nos Estados Unidos.
C - Aumento do nível de emprego nos Estados Unidos.
D - Forte desvalorização das ações e queda da Bolsa de Valores de Nova Iorque.

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3. Como o Brasil foi afetado pela Crise de 1929?

A - O Brasil parou de exportar automóveis e máquinas para os Estados Unidos, trazendo prejuízos para a economia brasileira.
B - Houve uma significativa diminução das exportações de café do Brasil para os Estados Unidos. 
C - A economia brasileira entrou em crise, pois todas as multinacionais americanas instaladas no Brasil foram à falência.
D - A Crise de 1929 afetou somente a produção de borracha na região da Amazônia.

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4. Qual o nome do plano econômico criado pelo presidente Roosevelt para acabar com a crise e retomar o crescimento econômico nos EUA?

A - Plano Marshall
B - PAC (Plano de Aceleração do Crescimento)
C - Plano Schlieffen
D - New Deal

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5. Qual das alternativas abaixo não está relacionado com o plano elaborado pelo presidente Roosevelt para combater a crise e retomar o crescimento da economia nos Estados Unidos?

A - Empréstimos a juros baixos para Japão, China, Brasil e todos os países da Europa.
B - Controle de preços de produtos.
C - Controle da produção (estoques) de produtos das empresas.
D - Investimentos em infraestrutura (obras públicas).


Respostas das questões:

1. C | 2. C | 3. B | 4. D | 5. A

sábado, 23 de maio de 2015

A Guerra Civil Espanhola

Situação de aprendizagem 6 - A GUERRA CIVIL ESPANHOLA

Competências e habilidades: confrontar interpretações diversas de situações ou fatos de natureza histórico-geográfica, técnico-científica, artístico-cultural ou do cotidiano, comparando diferentes pontos de vista, identificando os pressupostos de cada interpretação e analisando a validade dos argumentos utilizados.

1.Para início de conversa: A Guerra Civil Espanhola movimentou diversas facções ideológicas e institucionais presentes na Espanha, na década de 1930, envolvendo padres, anarquistas, civis, socialistas, republicanos, nacionalistas e diversos outros grupos. Terminou com a vitória da direita, nacionalista, e os efeitos desse processo foram duradouros, tendo do General Francisco Franco permanecido no poder até sua morte em 1975. Até hoje há defensores e críticos que discutem seu legado político e social, bem como suas relações com o fascismo e com a Igreja Católica. Historicamente, a Igreja dividiu-se em relação ao movimento. Embora, recentemente, os Papas João Paulo II e Bento XVI tenham beatificado centenas de membros do clero mortos pelos republicanos nas disputas políticas da época da Guerra Civil, Franco
e seus auxiliares militares e civis fizeram sempre questão de permanecer próximos da Igreja Católica, de onde receberam forte apoio durante e após o conflito. Os horrores praticados pelos nacionalistas na Guerra Civil envolveram e inspiraram muitos artistas, como o poeta Federico García Lorca – que acabou fuzilado pelos franquistas – e os pintores Pablo Picasso e Salvador Dalí, além do escritor estadunidense Ernest Hemingway.
2.O quê?  Onde? Quando?
A Guerra Civil Espanhola foi um conflito armado ocorrido na Espanha entre os anos de 1936 e 1939.
3.Grupos que atuaram? O quê provocou a guerra?Disputa de poder entre forças políticas de direita e de esquerda que disputavam o poder:
- Falangistas (direita):
De tendência fascista e comandados pelo general Francisco Franco, tinham como objetivo eliminar o crescente movimento comunista na Espanha. Tiveram o apoio dos setores tradicionais e conservadores da sociedade espanhola (Igreja, Exército e grandes proprietários rurais). Contam também com a ajuda  da Alemanha nazista e da Itália fascista. Tinham por objetivo a implantação de um governo autoritário; queriam implantar um regime fascista na Espanha e combater o crescimento do movimento socialista no país.
- Frente Popular (esquerda):
De tendência esquerdista, contavam com o apoio dos sindicatos, partidos políticos de esquerda e defensores da democracia. Queriam combater o nazi-fascismo, que estava crescendo na Espanha e outros países da Europa. Defendiam o Governo Republicano e tiveram o apoio externo da União Soviética.
4.Como começou e quais as consequências?
O clima político e social na Espanha na primeira metade da década de 1930 era tenso e recheado de conflitos entre esquerdistas e nacionalistas. Mas a guerra teve inicio quando em 18 de julho de 1936, o general Francisco Franco comandou o exército espanhol num golpe de estado contra o governo democrático e legal da Segunda República Espanhola. Porém, o golpe não foi bem sucedido e a Espanha ficou dividida entre falangistas e republicanos. Os republicanos contaram com o envio de armas e equipamentos bélicos da União Soviética. A guerra civil provocou milhares de mortos e muita destruição. Perseguições e execuções eram frequentes e patrocinadas por ambos os lados.
5.Como foi o Bombardeio a Guernica?
Um dos episódios mais cruéis da guerra civil foi o bombardeio a cidade de Guernica, patrocinado por aviões de guerra da Alemanha e Itália. O bombardeio ocorreu em 26 de abril de 1937 e matou cerca de 125 civis espanhóis. O painel intitulado Guernica, pintado por Pablo Picasso, mostra a crueldade do ataque aéreo sobre os civis da cidade espanhola. 
6.Como terminou?
Após quase três anos de conflito bélico a Guerra Civil Espanhola, considerada uma das mais violentas e cruéis da história, terminou com a vitória dos falangistas que conseguiram derrubar o Governo Republicano do poder. Francisco Franco assumiu o poder em abril de 1939, implantando um regime ditatorial de direita na Espanha.
7.Qual o saldo da Guerra Civil Espanhola?
- Cerca de 400 mil mortos;
- Destruição de prédios, igrejas e casas em várias cidades;
- Destruição no campo com prejuízos para agricultura e pecuária;
- Diminuição de cerca de 30% da renda dos espanhóis;
- Forte crise econômica na Espanha, que perdurou por vários anos.

Atividade: Trabalhar com os agrupamentos produtivos; utilizar net books.

·         Fazer a leitura do texto para entrar no contexto do conteúdo apresentado;
·         Pesquisar os artistas propostos na aula anterior para produção artística que será entregue na próxima aula.





20 Questões de Colonização com Gabarito (Vestibulares)


Sistema Colonial: Questões de Vestibular
1. (Puccamp)                     
Erro de português
Quando o português chegou
Debaixo duma bruta chuva
Vestiu o índio
Que pena!
Fosse uma manhã de sol
O índio tinha despido
O português
(Oswald de Andrade. "Poesias reunidas". 2. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1972)
Sobre o contexto histórico em que se insere o fenômeno que os versos identificam é correto afirmar que
a) a descoberta de metais preciosos favoreceu o estabelecimento das primeiras relações econômicas entre portugueses e indígenas.
b) a agressividade demonstrada pelos nativos despertou o interesse metropolitano pela ocupação efetiva das novas terras.
c) a conquista da América pelos portugueses contribuiu para o crescimento demográfico da população indígena no Brasil.
d) no chamado período pré-colonial, o plantio e a exploração do pau-brasil incentivaram o tráfico africano.
e) apesar de ter tomado posse da terra em nome do rei de Portugal, o interesse da monarquia estava voltado para o Oriente.
2. (Puccamp)
Recife
Não a Veneza americana
Não a Mauritsstad dos amadores das Índias Ocidentais
Não a Recife dos Mascates
Nem mesmo a Recife que aprendi a amar depois -
Recife das revoluções libertárias
Mas o Recife sem história nem literatura
Recife sem mais nada
Recife da minha infância
(Manuel Bandeira, "Evocação do Recife, Libertinagem")

A Companhia das Índias Ocidentais a que o poema se refere faz parte de um momento da História brasileira e foi
a) marcada por um conjunto de medidas que impulsionou a expansão da colonização portuguesa na América e a descoberta das áreas mineradoras no planalto central.
b) formada com capitais públicos e privados lusos; sua finalidade era apoiar a luta pela expulsão dos holandeses do Nordeste e recuperar o comércio da colônia com a metrópole.
c) organizada com a clara intenção de promover a centralização política, administrativa e jurídica da colônia nas mãos dos representantes enviados pelo governo holandês.
d) criada pelo governo e por grupos mercantis e financeiros das Províncias Unidas com o objetivo de dominar a produção e o comércio de açúcar, assim como o tráfico de escravos.
e) responsável pela elaboração de leis, normas e regras sobre toda administração pública e sobre a justiça que deveriam ser seguidas no reino e nas colônias portuguesas.

3. (Puccamp) No princípio de 1878, apareceu-lhe o editor.
- Lá se vão dois anos, disse este, que nos dá o ar de sua graça. Toda a gente pergunta se o senhor perdeu o talento. O que tem feito?
- Nada.
- (...) Venho propor-lhe um contrato: vinte polcas durante doze meses; o preço antigo e uma porcentagem maior nas vendas. (...)
Pestana assentiu com um gesto.
- Mas a primeira polca há de ser já, explicou o editor. É urgente. Viu a carta do Imperador ao Caxias? Os liberais foram chamados ao poder: vão fazer a reforma eleitoral. A polca há de chamar-se: Bravos à Eleição Direta! Não é política; é um bom título de ocasião.
                (Machado de Assis. Um homem célebre, "Várias histórias")

A indicação do título para a polca, encomendada pelo editor, é motivada por um fato da política nacional. Ao longo do conto, essa relação é ironicamente explorada pelo narrador, e sugere que
a) o sucesso popular das polcas estava intimamente ligado ao gosto pessoal do Imperador e de seus ministros.
b) o ritmo saracoteante das polcas assemelha-se ao dos caprichosos movimentos da política nacional.
c) a gravidade da situação política do país só poderia encontrar expressão numa arte essencialmente nacionalista.
d) a polca é o meio de que Pestana se vale para expressar sua insatisfação com a política cultural.
e) Pestana, desde sua primeira polca, tinha consciência de que sua arte alimentava um projeto das elites.

4. (Pucsp) América Hispânica e América Portuguesa, futuro Brasil, viveram processos históricos parecidos, mas não idênticos, do final do século XV até a primeira metade do XIX.

A(s) questão(ões) a seguir discutem essas semelhanças e diferenças.

Quanto à conquista da América por espanhóis e portugueses, na passagem do século XV ao XVI, pode-se dizer que
a) no caso português o objetivo principal era buscar minérios e produtos agrícolas para abastecer o mercado europeu e no caso espanhol pretendia-se apenas povoar os novos territórios e ampliar os limites do mundo conhecido.
b) nos dois casos ocorreram encontros com vastas comunidades indígenas nativas, porém na América Portuguesa a relação foi racional, harmoniosa e humana, resultando num povo pacífico, e na América Hispânica foi violenta e conflituosa.
c) no caso português foi casual, pois os navegadores buscavam novas rotas de navegação para as Índias e desconheciam a América e no caso espanhol foi intencional, porque o conhecimento de instrumentos de navegação lhes permitiu prever a descoberta.
d) nos dois casos foi violenta, porém na América Portuguesa o extrativismo dos dois primeiros
séculos de colonização restringiu os contatos com os nativos e na América Hispânica a implantação precoce da agricultura provocou maior aproximação.
e) no caso português foi precedida por conquistas no norte e no litoral da África, que resultaram em colônias portuguesas nesse continente, e no caso espanhol iniciou a constituição de seu império ultramarino.

5. (Puccamp) O nosso foi um Século das Luzes dominantemente beato, escolástico, inquisitorial; mas elas se manifestaram nas concepções e no esforço reformador de certos intelectuais e administradores, enquadrados pelo despotismo relativamente esclarecido de Pombal. Seja qual for o juízo sobre este, a sua ação foi decisiva e benéfica para o Brasil, favorecendo atitudes mentais evoluídas, que incrementariam o desejo de saber, a adoção de novos pontos de vista na literatura e na ciência, certa reação contra a tirania intelectual do clero e, finalmente, o nativismo.
                (Antonio Candido. "Formação da Literatura Brasileira". São Paulo: Martins, v. 1, 1959)

O declínio da economia mineradora brasileira, no final do século a que o texto se refere, coincidiu com profundas mudanças ocorridas na sociedade europeia e nas relações entre metrópoles e suas colônias. No plano político,
a) caracterizou-se isso pela tentativa de restauração do Antigo Regime pela Santa Aliança.
b) aprofundou-se a crise econômica dos reinos ibéricos com a Guerra da Restauração.
c) intensificou-se a crise do regime absolutista, culminando com a Revolução Francesa.
d) incentivou-se a luta pela participação popular, culminando com a Revolução Gloriosa.
e) estimularam-se os ideais nacionalistas radicais, provocando a Independência da América.

6. (Puccamp) Não, é nossa terra, a terra do índio. Isso que a gente quer mostrar pro Brasil: gostamos muito do Brasil, amamos o Brasil, valorizamos as coisas do Brasil porque o adubo do Brasil são os corpos dos nossos antepassados e todo o patrimônio ecológico que existe por aqui foi protegido pelos povos indígenas. Quando Cabral chegou, a gente o recebeu com sinceridade, com a verdade, e o pessoal achou que a gente era inocente demais e aí fomos traídos: aquilo que era nosso, que a gente queria repartir, passou a ser objeto de ambição. Do ponto de vista do colonizador, era tomar para dominar a terra, dominar nossa cultura, anulando a gente como civilização.
(Revista "Caros Amigos". ano 4. no. 37. Abril/2000. p. 36).

Considere as afirmações adiante sobre o papel da Igreja no processo de colonização.

I. Várias ordens religiosas atuaram na catequização dos índios brasileiros: franciscanos, carmelitas, beneditinos e, principalmente, jesuítas.
II. As ordens religiosas acumularam, gradativamente, um considerável patrimônio econômico, para o qual a mão-de-obra indígena foi fundamental.
III. A expansão do catolicismo não contou com o apoio da Coroa Portuguesa, que mantinha com a Igreja o regime de padroado.
IV. A Inquisição não chegou a atuar no Brasil Colônia, uma vez que o grande sincretismo existente impedia o estabelecimento de dogmas.

São corretas SOMENTE
a) I e II
b) II e III
c) III e IV
d) I, II e IV
e) I, III e IV

7. (Ufpr) Na questão a seguir, escreva no espaço apropriado a soma dos itens corretos.

Uma quadrinha popular corria de boca em boca na Província de Pernambuco nos meados do século XIX:

"Quem viver em Pernambuco
Deve estar desenganado
Que ou há de ser Cavalcanti
Ou há de ser cavalgado."

Esta quadrinha é ilustrativa de uma época do Nordeste brasileiro sobre a qual é correto afirmar que:

(01) As camadas mais pobres eram excluídas das decisões políticas nas províncias do Nordeste.
(02) Em Pernambuco, a maioria da população era constituída por escravos, cujo número era crescente em virtude do tráfico negreiro, estimulado oficialmente a partir de 1850.
(04) A produção açucareira era monopolizada por oligarquias rurais.
(08) O controle da política local era exercido por famílias influentes no setor administrativo das províncias.
(16) A maior riqueza da região era o açúcar. Na mesma época, crescia a produção de café no Sul do Brasil, conquistando o mercado internacional.

Soma = (       )

8. (Faap) A colonização portuguesa no Brasil é caracterizada por uma ampla empresa mercantil. É o próprio Estado metropolitano que, em conjugação com as novas forças sociais produtoras, ou seja, a burguesia comercial, assume o caráter da colonização das terras brasileiras. A partir daí os dois elementos - Estado e burguesia - passam a ser os agenciadores coloniais e, assim, a política definida com relação à colonização é efetivada através de alguns elementos básicos que se seguem: dentre eles apenas um não corresponde ao exposto no texto; assinale-o.
a) a preocupação básica será a de resguardar a área do Império Colonial face às demais potências européias.
b) o caráter político da administração se fará a partir da Metrópole e a preocupação fiscal dominará todo o mecanismo administrativo.
c) o vértice definidor, reside no monopólio comercial.
d) a função histórica das Colônias será proeminente no sentido de acelerar a acumulação do capital comercial pela burguesia mercantil européia.
e) a produção gerada dentro das Colônias estimula o seu desenvolvimento e atende às necessidades de seu mercado interno.

9. (Fatec) "Cada ano, vêm nas frotas quantidade de portugueses e de estrangeiros, para passarem às minas. Das cidades, vilas, recôncavos e sertões do Brasil, vão brancos, pardos e pretos, e muitos índios, de que os paulistas se servem. A mistura é de toda a condição de pessoas: homens e mulheres, moços e velhos, pobres e ricos, nobres e plebeus, seculares e clérigos, e religiosos de diversos institutos, muitos dos quais não têm no Brasil convento nem casa."
                (André João Antonil, "Cultura e opulência no Brasil por suas drogas e minas".)

Nesse retrato descrito pelo jesuíta Antonil, no início do século XVIII, o Brasil colônia vivia o momento
a) do avanço do café na região do Vale do Ribeira e em Minas Gerais. Portugal, no início do século XVIII, percebeu a importância do café como a grande riqueza da colônia, passou então a enviar mais escravos para essa região e a controlá-la com maior rigor.
b) da decadência do cultivo da cana-de-açúcar no nordeste. Em substituição a esse ciclo, a metrópole passou a investir no algodão; para tanto, estimulou a migração de colonos para a região do Amazonas e do Pará. Os bandeirantes tiveram importante papel nesse período por escravizar indígenas, a mão-de-obra usada nesse cultivo.
c) da descoberta de ouro e pedras preciosas no interior da Colônia. A Metrópole, desde o início do século XVIII, buscou regularizar a distribuição das áreas a serem exploradas; como forma de impedir o contrabando e recolher os impostos, criou um aparelho administrativo e fiscal, deslocando soldados para a região das minas.
d) da chegada dos bandeirantes à região das minas gerais. Os bandeirantes descobriram o tão desejado ouro, e a Metrópole se viu obrigada a impedir a corrida do ouro; para tanto, criou leis impedindo o trânsito indiscriminado de pessoas na região, deixando os bandeirantes como os guardiões das minas.
e) do esgotamento do ouro na região das minas. Sua difícil extração levou pessoas de diferentes condições sociais para as minas, em busca de trabalho, e seu esgotamento dividiu a região em dois grupos - de um lado, os paulistas, e, de outro, os forasteiros, culminando no conflito chamado de Guerra dos Emboabas.

10. (Fatec) O governo de Tomé de Souza foi marcado
a) por uma intensa luta contra os franceses, no Rio de Janeiro, e por conflitos com os jesuítas, que se opunham à escravização dos índios.
b) pela fundação do Colégio de São Paulo de  Piratininga, em 1554.
c) pela criação do primeiro bispado do Brasil, tendo à frente o bispo D. Pero Fernandes Sardinha.
d) pela grande habilidade política do governador, a qual acabou por deixá-lo no poder por quase 15 anos.
e) pelo Armistício de Iperoig e pela vitória contra os franceses, que foram expulsos do Rio de Janeiro em 1567.

11. (Fuvest) O ideário da Revolução Francesa, que entre outras coisas defendia o governo representativo, a liberdade de expressão, a liberdade de produção e de comércio, influenciou no Brasil a Inconfidência Mineira e a Conjuração Baiana, porque:
a) cedia às pressões de intelectuais estrangeiros que queriam divulgar suas obras no Brasil.
b) servia aos interesses de comerciantes holandeses aqui estabelecidos que desejavam influir no governo colonial.
c) satisfazia aos brasileiros e aos portugueses, que desta forma conseguiram conciliar suas diferenças econômicas e políticas.
d) apesar de expressar as aspirações de uma minoria da sociedade francesa, aqui foi adaptado pelos positivistas aos objetivos dos militares.
e) foi adotado por proprietários, comerciantes, profissionais liberais, padres, pequenos lavradores, libertos e escravos, como justificativa para sua oposição ao absolutismo e ao sistema colonial.

12. (Fuvest) A sociedade colonial brasileira "herdou concepções clássicas e medievais de organização e hierarquia, mas acrescentou-lhe sistemas de graduação que se originaram da diferenciação das ocupações, raça, cor e condição social. (...) As distinções essenciais entre fidalgos e plebeus tenderam a nivelar-se, pois o mar de indígenas que cercava os colonizadores portugueses tornava todo europeu, de fato, um gentil-homem em potencial. A disponibilidade de índios como escravos ou trabalhadores possibilitava aos imigrantes concretizar seus sonhos de nobreza. (...) Com índios, podia desfrutar de uma vida verdadeiramente nobre. O gentio transformou-se em um substituto do campesinato, um novo estado, que permitiu uma reorganização de categorias tradicionais. Contudo, o fato de serem aborígenes e, mais tarde, os africanos, diferentes étnica, religiosa e fenotipicamente dos europeus, criou oportunidades para novas distinções e hierarquias baseadas na cultura e na cor."
                               (Stuart B. Schwartz, SEGREDOS INTERNOS)

A partir do texto pode-se concluir que:
a) a diferenciação clássica e medieval entre clero, nobreza e campesinato, existente na Europa, foi transferida para o Brasil por intermédio de Portugal e se constituiu no elemento fundamental da sociedade brasileira colonial.
b) a presença de índios e negros na sociedade brasileira levou ao surgimento de instituições como a escravidão, completamente desconhecida da sociedade européia nos séculos XV e XVI.
c) os índios do Brasil, por serem em pequena quantidade e terem sido facilmente dominados, não tiveram nenhum tipo de influência sobre a constituição da sociedade colonial.
d) a diferenciação de raças, culturas e condição social entre brancos e índios, brancos e negros, tendeu a diluir a distinção clássica e medieval entre fidalgos e plebeus europeus na sociedade colonial.
e) a existência de uma realidade diferente no Brasil, como a escravidão em larga escala de negros, não alterou em nenhum aspecto as concepções medievais dos portugueses durante os séculos XVI e XVII.

13. (Fuvest) Foram, respectivamente, fatores importantes na ocupação holandesa no Nordeste do Brasil e na sua posterior expulsão:
a) o envolvimento da Holanda no tráfico de escravos e os desentendimentos entre Maurício de Nassau e a Companhia das Índias Ocidentais.
b) a participação da Holanda na economia do açúcar e o endividamento dos senhores de engenho com a Companhia das Índias Ocidentais.
c) o interesse da Holanda na economia do ouro e a resistência e não aceitação do domínio estrangeiro pela população.
d) a tentativa da Holanda em monopolizar o comércio colonial e o fim da dominação espanhola em Portugal.
e) a exclusão da Holanda da economia açucareira e a mudança de interesses da Companhia das Índias Ocidentais.

14. (Fuvest) "Na primeira carta disse a V. Rev. a grande perseguição que padecem os índios, pela cobiça dos portugueses em os cativarem. Nada há de dizer de novo, senão que ainda continua a mesma cobiça e perseguição, a qual cresceu ainda mais.
No ano de 1649 partiram os moradores de São Paulo para o sertão, em demanda de uma nação de índios distantes daquela capitania muitas léguas pela terra adentro, com a intenção de os arrancarem de suas terras e os trazerem às de São Paulo, e aí se servirem deles como costumam."
                (Pe. Antônio Vieira, CARTA AO PADRE PROVINCIAL, 1653, Maranhão.)
           
Este documento do Padre Antônio Vieira revela:
a) que tanto o padre Vieira como os demais jesuítas eram contrários à escravidão dos indígenas e dos africanos, posição que provocou conflitos constantes com o governo português.
b) um dos momentos cruciais da crise entre o governo português e a Companhia de Jesus, que culminou com a expulsão dos jesuítas do território brasileiro.
c) que o ponto fundamental dos confrontos entre os padres jesuítas e os colonos referia-se à escravização dos indígenas e, em especial, à forma de atuar dos bandeirantes.
d) um episódio isolado da ação do padre Vieira na luta contra a escravização indígena no Estado do Maranhão, o qual se utilizava da ação dos bandeirantes para caçar os nativos.
e) que os padres jesuítas, em oposição à ação dos colonos paulistas, contavam com o apoio do governo português na luta contra a escravização indígena.

15. (Fuvest) Sobre a presença francesa na baía de Guanabara (1557-1560), podemos dizer que foi:
a) apoiada por armadores franceses católicos que procuravam estabelecer no Brasil a agro-indústria açucareira.
b) um desdobramento da política francesa de luta pela liberdade nos mares e assentou-se numa exploração econômica do tipo da feitoria comercial.
c) um protesto organizado pelos nobres franceses huguenotes, descontentes com a Reforma Católica implementada pelo Concílio de Trento.
d) uma alternativa de colonização muito mais avançada do que a portuguesa, porque os huguenotes que para cá vieram eram burgueses ricos.
e) parte de uma política econômica francesa levada a cabo pelo Estado com intuito de criar companhias de comércio.

16. (Fuvest) Em 1694, uma expedição chefiada pelo bandeirante Domingos Jorge Velho foi encarregada pelo governo metropolitano de destruir o quilombo de Palmares. Isto se deu porque:
a) os paulistas, excluídos do circuito da produção colonial centrada no Nordeste, queriam aí estabelecer pontos de comércio, sendo impedidos pelos quilombos.
b) os paulistas tinham prática na perseguição de índios, os quais aliados aos negros de Palmares ameaçavam o governo com movimentos milenaristas.
c) o quilombo desestabilizava o grande contingente escravo existente no Nordeste, ameaçando a continuidade da produção açucareira e da dominação colonial.
d) os senhores de engenho temiam que os quilombolas, que haviam atraído brancos e mestiços pobres, organizassem um movimento de independência da colônia.
e) os aldeamentos de escravos rebeldes incitavam os colonos à revolta contra a metrópole visando trazer novamente o Nordeste para o domínio holandês.

17. (Fuvest-gv) A escravidão indígena adotada no início da colonização do Brasil foi progressivamente abandonada e substituída pela africana entre outros motivos, devido:
a) ao constante empenho do papado na defesa dos índios contra os colonos.
b) à bem-sucedida campanha dos jesuítas em favor dos índios.
c) à completa incapacidade dos índios para o trabalho.
d) aos grandes lucros proporcionados pelo tráfico negreiro aos capitais particulares e à Coroa.
e) ao desejo manifestado pelos negros de emigrarem para o Brasil em busca de trabalho.

18. (Puc-rio) A aventura da colonização empreendida pela Coroa de Portugal, nas terras da América, entre os séculos XVI e XVIII, expressou-se na constituição de diversas regiões coloniais. Sobre essas regiões coloniais, estão corretas as seguintes afirmativas COM EXCEÇÃO DE:
a) No vale do Rio Amazonas, a partir do século XVII, ordens missionárias exploraram as "drogas do sertão", utilizando o trabalho de indígenas locais.
b) No vale do Rio São Francisco, a partir do final do século XVI, ocorreu a expansão de fazendas de criação de gado, voltadas para o abastecimento dos engenhos de açúcar do litoral.
c) Na Capitania de São Vicente, em especial por iniciativa dos habitantes da vila de São Paulo, organizaram-se expedições bandeirantes que, no decorrer do século XVII, abasteceram propriedades locais com a mão-de-obra escrava dos índios apresados.
d) Nas Minas, durante o século XVIII, a extração do ouro e de diamantes, empreendida por aventureiros e homens livres e pobres, propiciou o surgimento de cidades, onde o enriquecimento fácil estimulava a mobilidade social.
e) No litoral de Pernambuco, durante a segunda metade do século XVI, a lavoura de cana e a produção de açúcar expandiram-se rapidamente, o que foi acompanhado pela gradual substituição do uso da mão-de-obra escrava do nativo americano pelo negro africano.

19. (Puccamp) Em razão de as comunidades primitivas indígenas representarem, no Período Colonial, apenas reservas de força de trabalho a ser aproveitada no corte e transporte do pau-brasil, entre 1500 e 1530, no Brasil,
a) o comércio realizava-se através da troca direta ou escambo.
b) a maioria das atividades produtivas concentrava-se na economia informal.
c) o extrativismo mineral acabou desenvolvendo um mercado de consumo interno.
d) a economia baseou-se essencialmente em atividades agrícolas.
e) a expansão da pecuária impulsionou a utilização da mão-de-obra escrava africana.

20. (Pucmg) Leia atentamente a afirmativa abaixo, escrita por Diogo de Campos Moreno, em 1612:

"Os índios da terra, que parecem de maior facilidade, menos custo e maior número, como andam metidos com os religiosos aos quais vivem sujeitos [...] de maravilha fazem serviço, nem dão ajuda aos leigos, que seja de substância [...]."

(Diogo de Campos Moreno. Livro que dá razão do Estado do Brasil (1612) APUD: INÁCIO, Inês da C. e DE LUCA, Tânia R. Documentos do Brasil Colonial. São Paulo: Ática,1993.p.63)

Referente ao período colonial no Brasil, a afirmação revela, EXCETO:
a) a preguiça dos índios aculturados na realização dos trabalhos coloniais.
b) o processo de catequização e a submissão dos índios aos missionários.
c) a utilização da força de trabalho indígena pelo clero e pelos coloniais.
d) a abundância e o menor ônus do uso do trabalho dos índios nas atividades da colônia

Sistema Colonial
1.E     2.D     3.B     4.E     5.C     6.A     7.01 + 04 + 08 + 16 = 29
8.E     9.C    10.C   11.E   12.D   13.B   14.C  15.B    16.C    17.D
18.D  19.A   20.A